quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Monstros da vida real

“Monstro do Mal (do Latim monstrum) é o nome dado genericamente a um ser fantástico ou criatura lendária, de aspecto e actos aterrorizantes. Os monstros aparecem em quase todas as culturas, em suas mitologias, folclores e lendas, e também na ficção, em livros e filmes de terror. Nestes contextos, o monstro encarna frequentemente a figura do Mal, que é derrotada por um herói ou cavaleiro que representa o Bem e as virtudes.” (wikipédia)



Pois bem, segue-se a minha pergunta: o monstro é algo com um aspecto horrível, com enormes asas, que tem o ar da morte e que só tem sede de sangue?


Cá para mim, o que define algo de monstruoso ou não, são as atitudes que um ser vivo comete, não são os seres míticos ou “as coisas feias”.


 E para dar um exemplo disso não é preciso procurar muito.


 Vejamos, no meio de uma multidão, sei lá, em Nova Iorque, há um espertinho que implanta uma bomba num certo edifício, ou melhor, no edifício mais movimentado da cidade. Ele por acaso programa aquilo para a hora que tem mais pessoas dentro do edifício, por diversão, ajustes de contas, vingança, eh pá, todo o tipo de possibilidades que o levaram a carregar num botão e assistir a centenas de mortes. Ele, por uma razão muito estúpida, destrói vidas de inocentes, desgraça famílias, traz infelicidade a amigos daqueles que morreram naquele massacre. Isto não é uma atitude de um monstro? É um verdadeiro shinigami (Deus da Morte)!


Por vezes, não há necessidade de inventar um ser feio e que pertença a outro mundo para termos os monstros perversos e com sede de sangue, nós, os humanos, somos os únicos seres que têm necessidade de destruir para ter o seu bem-estar, temos demasiada luxúria e ganância. Temos a necessidade de nos sentir superiores. Tornamo-nos os monstros do nosso mundo.


E soluções? Pois bem, isto é o complicado, as soluções estão na nossa maneira de pensar, da nossa moralidade. Há pessoas que mudam, que abrem os olhos, ou até pessoas que sempre lutaram para não terem uma mentalidade monstruosa. Mas não é uma mísera percentagem de 10/20% que vai mudar o mundo. Podem fazer alertas e prevenir, coisas do tipo, “Animal x está em extinção por causa do habitat natural desta espécie, a partir de agora é um ser proibido de caçar”. Muito bem, conseguiram que essa espécie fosse vista como algo proibido. Mas, e o que querem os monstros? Não é desobedecer às regras? Não é trazer o mal? Pois é, haverá sempre um parvo que irá armado em esperto, ou ate acidentalmente, quee irá matar directamente ou indirectamente,  tornar-se mais um monstro!


Por isso, o que pode fazer uma parte da população para mudar a mentalidade de mais de metade? Se eu continuasse a dar exemplos nunca mais saía daqui.


 Os monstros deste mundo precisam de um herói ou do cavaleiro acima falado. E quem será? Pois bem, actualmente o prémio Nobel da paz foi oferecido a um homem que está preso, foi herói de algumas pessoas, talvez, mas que lhe vale saber isso se o que fez influenciou somente cerca de o,1% do mundo? Uau, estou espantada! Pois bem, alguém se importa com o homem que não tem medo de enfrentar o monstro que governa o seu país? O que podem fazer? Quem tem poder para isso não pode, quem tem pena não consegue fazer nada. Mas ele deve sentir-se orgulhoso, eu pelo menos sentiria, é que ajudar 0,1% da população é bem melhor que 0, e melhor ainda que estar abaixo de 0.


Herói! Quem é que actualmente é visto como herói? Aqueles que se comportam como um herói não querem saber do título, querem agir de acordo o nome.


Por fim, o que quero dizer é que na minha vasta imaginação, os monstros apareceram não só pelas coisas inexplicáveis que o homem pretendia para terem uma resposta plausível, mas, quem sabe, talvez tenham sido inventados para esconder uma personalidade humana, o lado perverso e “mau” do homem.